29 dezembro 2014

Calor, multidões e calças apertadas


Eu tenho pressão baixa e nesse calor infernal que voltou a fazer em Uberlândia estou sofrendo. Talvez, apesar de nunca ter relacionado, este seja o motivo de gostar tanto do frio. No calor minha pressão fica atacada (e eu também), fico incomodada com tudo, gostaria de evitar as calças se possível e andar de ônibus piora a situação em níveis estrelares. Ônibus lotado então, é meu pior pesadelo. Não recomendo falta de ar e fadiga pra ninguém!

Até comer se torna uma tarefa difícil. Falta de ar durante a mastigação. Não consigo comer na mesma quantidade que antes, sendo que já como pouco. Não sou de tomar água, mas ultimamente... No que digo "suor", tem uma poça d'água nas minhas costas (eca). Não vou nem falar dos insetos. Tem uma família de mosquitos morando no meu quarto. Aqui faz calor quase o ano todo, até no tal inverno. Existem épocas suportáveis, mas são raras. Meu sonho é morar dentro da geladeira no verão, mas aí me lembro que tenho sinusite. Nem debaixo do ar condicionado no trabalho eu posso ficar pra dar uma aliviada. Eu fico mais doente no calor. É, a vida não tá fácil. Também anda sofrendo desse mal? Seus problemas acabaram!



Agora, pra terminar essa postagem no clima e com muito calor no coração, fiquem com o hit do verão! Até a próxima e use filtro solar.

28 dezembro 2014

O Mágico de OZ (L. Frank Baum) e a minha coleção


A primeira vez que eu li a história d'O Mágico de OZ eu ainda estava na escola, mas não me lembro o ano exato. Só lembro que na biblioteca peguei um livro branco, meio pequeno, grosso para aquela época, com o título escrito em letras azuis bem grandes. Desde então é uma de minhas histórias favoritas.

O Mágico de OZ conta a história de Dorothy, uma garotinha que é levada por um ciclone para o país de OZ e precisa encontrar uma maneira de voltar para casa e o único que aparentemente pode ajudá-la, é o Grande Mágico. O mais divertido de reler esse livro é que eu não me lembrava de nada do miolo. Eu sabia só início e o final da história. A criatividade de Baum não tem limites e eu adoraria uma refilmagem para ver todos os seres criados por ele ganhando vida.


Sobre o filme da até para entender porque não é totalmente fiel. Ficaria muito longo e algumas coisas eu acho que só dariam certo com os efeitos especiais de hoje, mas mesmo com recursos limitados, conseguiram produzir uma obra prima. Já esse segundo filme é Tin Man: a nova geração de OZ, uma adaptação mais adulta da história com um desfecho pra ficar de boca aberta, que eu curiosamente assisti antes do filme de 39. Recomendo!



26 dezembro 2014

Os Heróis do Olimpo [#1]: O Herói Perdido (Rick Riordan)

O_Herói_PerdidoDe volta ao Acampamento Meio-Sangue.

Esse livro não me cativou quanto eu achei que cativaria, mas isso não tira seu mérito. Se você já leu Percy Jackson e os Olimpianos, você já está acostumado com o Rick Riordan, mas os três personagens principais desse primeiro livro não me encantaram. Rick explora muito bem - de novo a mitologia grega, mas nessa segunda saga temos uma novidade: mitologia romana.

O Herói Perdido conta a história principalmente de Jason, um garoto que não se lembra de seu passado. Isso mesmo. Ele acorda do nada em um ônibus escolar e não sabe porque, nem como foi parar ali com um amigo e uma suposta namorada. Como é de se esperar - se você leu PJO - eles são semideuses, conseguem alcançar o acampamento, são reclamados, existe uma profecia e eles vão para uma missão. Além de Jason, a história conta com Piper e Leo e alguns personagens da PJO, inclusive com o próprio Percy que nesse primeiro livro está desaparecido.

Acho que esse primeiro livro não me encantou tanto porque eu fui descobrindo as coisas antes do tio Rick revelar, então perdeu um pouco a graça. Um livro que eu achei que leria em um dia, no máximo dois (lembrando que estou de férias, posso fazer isso com um livro de 439 páginas haha), levei quase uma semana, a ponto que quase ficar entediada lendo. Mas ele ser previsível, não fez dele ruim, só me deixou curiosa para continuar porque como é de se esperar, Percy está em apuros, e sendo o Percy Jackson, não poderia ser diferente.

Durante a história nos esbarramos com várias lendas e o que eu definitivamente mais gosto no Rick Riordan é que ele te deixa curioso para conhecer mais sobre o assunto. Estou empolgada para continuar a leitura e conhecer os outros quatro semideuses da profecia e espero que o próximo livro não seja tão previsível quanto esse. Eu gostei, mas não tanto quanto eu achei que gostaria. Expectativa dá nisso. Só tenho um comentário para fazer sobre o final: TAN TAN TAAN.

Um pequeno adendo: essa série não é narrada em primeira pessoa, ou seja, personagens principais podem morrer a qualquer momento ;)



24 dezembro 2014

Duvidar, continuar e arriscar: pensamentos soltos sobre o ano que se aproxima


Falta exatamente uma semana para o ano acabar e é quase impossível não temer o futuro. Janeiro é desconhecido e 2015 é incerto. Para um ano de começos que foi 2014, é a hora de descobrir o que vai vingar ano que vem... e eu tenho medo. Não sei se medo é bem a palavra, mas é quase um receio. Uma dúvida.

Já decidi viver o presente e não ligar para o futuro, para evitar sofrer por antecipação, mas é mais forte do que eu. Esse é um tempo de reflexão. Olhando para trás, 2014 foi um bom ano. Meu último bom ano foi em 2009, veja bem, e agora que as coisas começaram e parecem estar indo bem, é quase duvidoso. Eu sou muito pessimista, é uma verdade, mas também sou realista no pessimismo. Não quero criar grandes esperanças, coloquei na cabeça que o que for será ano que vem, e não quero ficar olhando para trás também, lembrando dos começos, agora quero continuar. Não digo terminar. Isso o tempo irá trazer com ele. Mas continuar o que comecei, seja onde for.

Tento não me estressar com o futuro, mas o amanhã é o futuro de hoje assim como o hoje é o futuro de ontem. Já ouviu isso em algum lugar? Eu também, mas não me lembro onde. Mas o futuro de um dia é muito pouco apesar de mudar muito, enquanto o futuro de um ano é assustador. Ver que fiz tanta coisa esse ano é de assustar. Que comecei. Meu maior defeito é começar e não terminar, e não estou aqui cuspindo metas, mas o que eu comecei esse ano, quero terminar - continuar. Mas é assustador mesmo assim.

No final só é preciso uma coisa: coragem. Para continuar, arriscar. Arriscar. Essa sempre foi a palavra. Lá no fundo. Arriscar. Seja lá o que 2015 irá trazer para mim, só sei que vou usar da melhor maneira possível, me arriscando, mesmo com medo de voar.

22 dezembro 2014

Como Ter Uma Vida Normal Sendo Louca (Camila Fremder, Jana Rosa)

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Alguns classificam como auto-ajuda, eu discordo, esse livro é comédia pura.

Como Ter Uma Vida Normal Sendo Louca não conta nenhuma história, é um livro de dicas para lidar com as diversidades e situações do universo feminino. "Mas você não disse que não era um livro de auto-ajuda?!"A seguir, o primeiro parágrafo do livro.

Você pode ser cleptomaníaca, fedida, tocar músicas intermináveis na gaita ou ser cantora de musical chato. Pode gostar de cupcake, ser blogueira de moda e falar sobre o look do dia, ser chefe de seita satânica ou até ter 28 anos e agir como se tivesse 12, e ainda assim pode ser respeitada pela sociedade. Mas o que você não pode é ser solteira. Quando você está solteira, é aí que você aprende o que é sofrer preconceitos diariamente nessa vida. 

Entende quando eu digo que não é auto-ajuda? Não sinta medo de se jogar nesse livro porque a única coisa em que ele vai te ajudar é a levantar seu humor. Além das autoras darem algumas indiretas e criticarem algumas coisinhas. Acho que mulheres a partir dos 25 vão aproveitar melhor o livro e entender algumas referências ou simplesmente se identificar. Teve momentos em que me senti assistindo um filme de comédia romântica, sem o romance.

Cada capítulo é um ensinamento e cada ensinamento vem com uma ilustração feita pela própria Jana. A lista de desculpas no final do livro é uma tirada a parte, apenas genial! E se você quiser, dá sim para tirar alguma coisa que não risadas do livro, como ser honesto e ajudar quem precisa. Não esqueça de ler nas entrelinhas e divirta-se!



21 dezembro 2014

Menores Desacompanhados (2006)

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Eu sou uma entusiasta de filmes natalinos e esse aqui é um que eu assisto todo ano.
Menores Desacompanhados conta a história de seis menores de idade que estão viajando sozinhos no Natal, porém devido a uma nevasca eles ficam presos no aeroporto. Apesar do filme girar em torno dos seis, é mais focado em Spencer e sua irmã que estão indo para a Pensilvânia passar o feriado com o pai.
Na troca de voos uma nevasca começa e eles e várias outras crianças ficam em uma sala especial até que a tempestade passe. Nesse meio tempo Spencer e mais cinco menores saem da sala, Spencer deixando sua irmã para trás e eles começam a explorar o aeroporto. Várias coisas acontecem ao mesmo tempo. Depois de bagunçarem com o lugar eles são pegos e levados de volta para sala, mas todos já foram para um hotel. Aí a história se desenrola e não vou contar mais nada para não perder a graça.
O filme é leve, bem aquele tipo sessão da tarde e eu acho que a primeira vez que eu vi foi numa dessas. É uma comédia com direito a lição no final e algumas referências à outros filmes. É inocente, mas é para a família toda. O tema do filme é a família. Não se trata apenas do Natal e do espírito natalino, é apenas uma coincidência ele se passar nessa data, tanto que nem todos os personagens gostam do Natal, o supervisor que se encarrega de persegui-los, odeia. E como é de se esperar, termina com um final feliz. Se você está afim de assistir um filme natalino que não é um desenho animado nem tem um Papai Noel descendo pela chaminé, recomendo Menores Desacompanhados.
- Eu não entendo, é Natal e eu separei vocês de suas famílias, mas vocês parecem até... felizes.
- É porque você não nos separou da nossa nova família.



19 dezembro 2014

A Comissão Chapeleira (Renata Ventura)

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A Comissão Chapeleira simplesmente pegou meu coração, arrancou, amassou e pisoteou lenta e violentamente.

Este é o segundo livro d'A Arma Escarlate e se o primeiro já foi meio turbulento, o segundo foi um terremoto de emoções. Tenso do começo ao fim. Ainda se recuperando dos traumas do primeiro livro, Hugo começa o segundo ano na Korkovado e dessa vez não é ele quem vai trazer o caos, é a Comissão Chapeleira.

Acontece muita coisa nesse livro e você nem percebe as 655 páginas passarem. Você quer saber o final. A frustração de não poder interferir na história se instala logo de cara quando as coisas horríveis começam a acontecer. Certos personagens farão você querer entrar na história só pra dar uns tabefes na cara do ser.

A evolução de Hugo do primeiro para o segundo livro já é bem visível. Você percebe que o garoto amadureceu. Principalmente no final. Os Pixies continuam sendo, bem, os Pixies. No primeiro livro eu até peguei uma antipatia do Índio, mas passou nesse segundo. Capí é nosso grande mestre do magos - perdão pela piadinha, mas não tem como não aprender com o rapaz.

Somos levemente aprofundados à história de Hugo e de seus ancestrais, e se prepare para mais folclore brasileiro! Grande Renata! Eu sei que esse texto ficou bem vago, mas é tentando mesmo não dar spoiler pra quem não leu. Vale muito a pena se aventurar nesse mundo bruxo, brasileiro, criado pela incrível - e fofa - Renata Ventura! Adicionando um ps aqui, na resenha do primeiro livro eu esqueci de falar que têm cinco escolas de magia no Brasil: Korkovado no Rio de Janeiro com seus corcundas, Brasília, Salvador, Amazônia e Rio Grande do Sul. E um ps2 que nesse segundo livro somos apresentados à Cidade Média, a escola de Salvador e aos seus caramurus. Sim, todos têm apelidos, eu sou uma corcunda :D

"Ingenuidade não é baboseira, Índio. Ingenuidade é sabedoria disfarçada de tolice. Todo sonhador é chamado de ingênuo até o dia em que sua ideia muda o mundo. Aí, ele é homenageado. Mas até lá, o sonhador sofre. É a ingenuidade que permite que uma pessoa acredite na possibilidade de mudança; de transformação para melhor. Aqueles que não acreditam, dificilmente mudarão alguma coisa. O pessimismo nunca impulsionou a humanidade para frente. [...] O mundo precisa de mais ingenuidade. Está carente dela. São todos muito espertos, muito cínicos, muito céticos. As pessoas não acreditam em mais nada... São cada vez mais pragmáticas, e em seu racionalismo frio, se esquecem de sonhar." - Ítalo Twice, vulgo Capí


17 dezembro 2014

Desconstruindo Harry (1997)

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Um escritor que se inspira - até demais - em sua vida pessoal e nas pessoas em sua volta. Em Desconstruindo Harry, realidade é mesclada a ficção enquanto conhecemos um pouco da vida do personagem.
O filme foi escrito, dirigido e protagonizado por Woody Allen que é quem dá vida ao escritor. Acompanhamos seu bloqueio criativo (quem nunca?) e as desgraças da vida. Ao escrever um livro real demais, seus amigos e familiares ficam com raiva pela exposição. O filme é narrado de forma rápida e tem vários cortes, isso fez que não ficasse cansativo. Aos poucos somos inseridos na vida de Harry.
Enquanto o narrador nos conta a história os personagens dos livros de Harry ganham vida, recriando os acontecimentos. É como se você estivesse lendo um diário pessoal e sua mente pudesse projetar para fora do papel os personagens e eles fossem pessoas reais.
Não sei se estou vendo coisa onde não tem, mas eu vi a cena do "Eu estou fora de foco!" como uma metáfora a "não consigo me sentar e escrever, não tenho foco", ou talvez eu só esteja divagando. Eu indico Desconstruindo Harry para todo escritor ou aspirante. Você vai se identificar com o Harry, acredite. Você fica preso naquele bloqueio criativo, frustado porque não consegue escrever uma frase e do nada você tem uma ideia genial que estava lá o tempo todo.

I'm a guy who can't function well in life but can in art.

Harry Block




15 dezembro 2014

Contos e Lendas da Mitologia Grega (Claude Pouzadoux)

11157_gg Livro ilustrado porque eu tenho 10 anos.

Em Contos e Lendas da Mitologia Grega somos apresentados aos mitos. Porém neste livro de forma bem superficial porque esta edição é do selo Seguinte, o selo jovem da Companhia das Letras, ou seja, e um livro infantil. Mas você não precisa ser criança para ler, muito pelo contrário. Se você não tem base nenhuma de Mitologia Grega, está curioso e não sabe por onde começar: este é o livro perfeito para você.

Ele é divido em duas partes: deuses e heróis; e cada parte é dividida em capítulos, que são os contos dos deuses e dos heróis, respectivamente. O livro tem 268 páginas e a leitura é rápida, dependendo do conto ele tem no máximo duas páginas, além de várias ilustrações, algumas até de página inteira. Depois que você ler o livro, pronto, é só procurar uma coisa mais séria se você quiser mesmo estudar mitologia.

Mesmo que você já saiba o mínimo de Mitologia Grega eu recomendo o livro mesmo assim, foi uma leitura bem divertida e tinha coisas que eu mesma já sabia como as lendas mais famosas, principalmente Hércules por exemplo. Vista sua capinha do Batman e vá se aventurar na Grécia antiga!



13 dezembro 2014

1822 (Laurentino Gomes)

1822Fãs de história, essa é pra vocês!

Nesse livro Laurentino nos conta de forma descontraída algumas curiosidades do Brasil na época da independência. Eu gostei bastante da leitura, mas chegou a um ponto em que fiquei entediada e tive dar uma pausa. Me dei ao luxo de fazer leitura dinâmica no final porque não aguentava olhar para o livro ali, sem estar terminado.

Uma das curiosidades mais surpreendentes foi saber que tínhamos uma Mulan entre nós! Quem não conhece a história da mulher e cortou os cabelos e substituiu o pai na guerra se disfarçando de homem? Tinha uma aqui no Brasil no dia 8 de novembro de 1822 e seu nome era Maria Quitéria de Jesus.

[...] Entre os combatentes estava a mais famosa heroína da Independência. Nascida em Feira de Santana, filha de lavradores pobres, Maria Quitéria de Jesus tinha trinta anos quando a Bahia começou a pegar em armas contra os portugueses. Apesar da proibição de mulheres nos batalhões de voluntários, decidiu alistar-se às escondidas. Cortou os cabelos, amarrou os seios, vestiu-se de homem e incorporou-se às fileiras brasileiras com o nome de "Soldado Medeiros". 

Parafraseando Laurentino, ela foi descoberta pelo pai que tentou tira-la de lá, mas os colegas de quartel imploraram para ela ficar impressionados com a habilidade com que ela manejava as armas. O oficial comandante concordou desde que ela não usasse farda masculina e sim saiote à moda escocesa. Maria participou de outros combates e em todos se destacou pela bravura. Ela morreu em Salvador aos 61 anos. Você pode encontrar o texto completo entre as páginas 204 e 205 :)

Essa foi com certeza a parte em que mais me interessei em saber mais, quem foram as mulheres da história, tanto no Brasil, quanto no mundo. Foi um leitura gostosa de fazer apesar de as vezes parecer um livro de história - o que no fundo não deixa de ser. Além de Maria Quitéria o livro traz algumas outras curiosidades, mas vou deixar sua curiosidade falar mais alto.

- Será nossa divisa de ora em diante: Independência ou Morte!



09 dezembro 2014

Em 2015...


Pare de temer o futuro e o desconhecido.

Pare de se estressar, at all!

Pare de se cobrar demais.

Curta o momento.

Não sofra por antecedência.

O dia da lavagem sempre será o melhor dia, deal with it.

Pare de falar que você vai deixar o cabelo crescer, porque você não vai.

Pare de procrastinar.

Termine o que começar.

Não tente fazer tudo ao mesmo tempo.

Não se pode ter tudo na vida.

Se não está mais se aguentando no trabalho, peça demissão!

Você não pode ser o próximo presidente dos EUA, mas pode sim mudar o mundo.

Pare cinco minutos para meditar, isso te faz bem.

Se quer tanto fazer alguma coisa, faça!

Seja direta.

Seja frequente.

Não sobreviva, viva!

Experimente coisas novas.

Pare de se rebaixar.

Se você pensa que consegue, você consegue!

Nunca é tarde demais.

Foda-se o que fulaninho vai pensar. Sim, com essas palavras.

Seja você mesma, mas não seja sempre a mesma.

Jamais pare de escrever.

Jamais pare de sonhar.

Sempre há mais alguma coisa para aprender.

Sinta a chuva.

Organize-se.

As vezes, prefira o silêncio.

As vezes fugir é a melhor escolha.

Pessoas negativas atrasam sua vida.

Você pode sim conhecer o mundo, mas primeiro conheça a si mesma.

Não há nada de ruim em errar.

Desapegue.

Não subestime o poder de dormir antes da meia noite.

Tenha manhãs.

Tire um dia para fazer absolutamente nada.

E por fim, mas não menos importante: seja feliz!

07 dezembro 2014

Luzes da Ribalta (1952)

MV5BMTQ3Mzc3Mjk3NV5BMl5BanBnXkFtZTgwNjA3NjQzMTE@._V1__SX1303_SY591_Teatro e ballet dentro de um filme com citações fodas.
A história se passa em Londres, onde um palhaço falido salva a vida de uma bailarina suicida. Ele começa a ajudando e termina com ela ajudando  a ele. Um filme magnífico em toda sua simplicidade. A atmosfera que o filme traz é leve e pesada ao mesmo tempo, enquanto a vida luta com a morte de forma física e figurada. A bailarina está nas últimas, com paralisia emocional porque acha que não tem talento o suficiente para voltar ao ballet e é o palhaço que lhe dá todo o apoio para que ela se levante e volte a fazer o que sabe de melhor.
Ele, antes um palhaço velho e bêbado, volta a ser o homem que era quando ainda era jovem e estava no auge do sucesso ao cuidar da garota. Durante o filme conseguimos ver a evolução dos dois personagens que crescem juntos. No começo ambos haviam perdido o sentido da vida e no final eles o encontram, juntos. Não espere por um romance, espere por lealdade e companheirismo. Aos poucos, durante as duas horas e onze minutos de filme, eles vão se apoiando para sair do buraco emocional em que estavam. Eles se tornam velhos amigos apesar de recentes conhecidos.
Assim como todo o filme, temos um final igualmente emocionante. "Quero vê-la dançar.", ele diz. Deu para dar uma choradinha. A grande diferença de idade não é uma barreira para os personagens se conectarem desde o começo. Na verdade, ajuda. Ele ensina a ela e quando ele cai, ela relembra a ele o que lhe foi ensinado. Este foi um filme de experiências. Tanto para quem vive a história, tanto para o espectador que se sente na história. Ou foi minha paixão pela arte que deu um empurrãozinho para que eu me conectasse logo de cara. Se você ama teatro, ballet ou um ótimo filme, por favor, vá assistir Luzes da Ribalta. Quando eu crescer quero ser igual ao tio Chaplin.

Life can be wonderful if you're not afraid of it.

Calvero




05 dezembro 2014

The Rory Gilmore Book Challenge: lista com os traduzidos, o que eu já li e mais

Atenção: postagem em constante atualização!

Não teve postagem dia 3 por motivos de força maior, mas cá estou!

Desde que descobri o Clube de Leitura da Rory venho procurando uma lista com os livros que já foram em algum dia traduzidos para o português, mas como não achei nenhuma resolvi criar eu mesma uma. Estes são todos os livros com tradução com base na lista que a Amanda do HeyHeyBooks fez no Goodreads. Eu achei que traduzindo os títulos seria uma forma mais fácil e rápida de achar referências e listar o que já li e deixei de ler. Esta será uma postagem estática no blog como auxílio para mim e para você que também está participando do projeto. "Ah, mas eu posso seguir a lista da Amanda...", sim, pode. Eu ia, mas são sete listas em páginas diferentes e vários livros se repetem, além do que alguns são de culinária e outros são dicionários. Pretendo traduzir os livros daquela outra lista também o mais breve possível. Até o momento temos apenas 110 livros:

As Aventuras de Huckleberry Finn, Mark Twain

O Segundo Sexo, Simone de Beavouir

Moby Dick, Herman Melville

Madame Bovary, Gustave Flaubert

A Pequena Vendedora de Fósforos, Hans Christian Andersen

Guerra e Paz, Leo Tolstoy

David Copperfield, Charles Dickens

Grandes Esperanças, Charles Dickens

Um Conto de Duas Cidades, Charles Dickens

A Pequena Dorrit, Charles Dickens

Harry Potter e a Pedra Filosofal, J.K. Rowling

Harry Potter e a Câmara Secreta, J.K. Rowling

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, J.K. Rowling

Harry Potter e o Cálice de Fogo, J.K. Rowling

Harry Potter e a Ordem da Fênix, J.K. Rowling

Harry Potter e o Enigma do Príncipe, J.K. Rowling

Harry Potter e as Relíquias da Morte, J.K. Rowling

Anna Karenina, Leo Tolstoy

A Obra Completa de William Shakespeare

Um Teto Todo Seu, Virgínia Woolf

Orgulho e Preconceito, Jane Austen

A Metamorfose, Franz Kafka

Em Busca do Tempo Perdido [#1]: No Caminho de Swan, Marcel Proust

Em Busca do Tempo Perdido [#2]: À Sombra das Raparigas em Flor, Marcel Proust

Em Busca do Tempo Perdido [#3]: O Caminho de Guermantes, Marcel Proust

Em Busca do Tempo Perdido [#4]: Sodoma e Gomorra, Marcel Proust

Em Busca do Tempo Perdido [#5]: A Prisioneira, Marcel Proust

Em Busca do Tempo Perdido [#6]: A Fugitiva - Albertine desaparecida, Marcel Proust

Em Busca do Tempo Perdido [#7]: O Tempo Reencontrado, Marcel Proust

A Redoma de Vidro, Sylvia Plath

As Vinhas da Ira, John Steinbeck

O Sol é Para Todos, Harper Lee

O Evangelho Segundo Jesus Cristo, José Saramago

Mrs. Dalloway, Virgínia Woolf

Pé Na Estrada, Jack Kerowac

Uivo e outros poemas, Allen Ginsberg

Oliver Twist, Charles Dickens

O Som e a Fúria, William Faulkner

Macbeth, Shakespeare

Romeu e Julieta, Shakespeare

Richard III, Shakespeare

Ilíada, Homer

Contato, Carl Sagan

O Mágico de OZ, L. Frank Baum

A Nascente, Ayn Rand

O Velho e o Mar, Ernest Hemingway

Franny & Zooey, J.D. Salinger

Bagavadguitá, Juan Mascaró

Cândido, ou o Otimismo, Voltaire

Matadouro 5, Kurt Vonnegut

Othello, Shakespeare

A Célebre Rã Saltadora do Condado de Calaveras, Marl Twain

A Loteria, Shirley Jackson

Garota interrompida, Susanna Kaysen

Almas Mortas, Nikolai Gogol

As Alegres Comadres de Windsor/Mulheres Patuscas de Windsor, Shakespeare

Visões de Cody, Jack Korouac

Maratona da Morte/O Homem Maratona, William Goldman

O Corcunda de Notre-Dame, Victor Hugo

A Arte da Guerra, Sun Tzu

O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald

História da guerra do Peloponeso, Thucydides

Divina Comédia, Dante Alighieri

O Coração Revelador, Edgar Allan Poe

O Corvo, Edgar Allan Poe

Nicholas Nickleby, Charles Dickens

100 anos de Solidão, Gabriel Garcia Marquez

Os Cantos de Cantuária, Geoffrey Chaucer

Um Olhar do Paraíso, Alice Sebold

As Crônicas de Nárnia [#1]: O leão, a feiticeira e o guarda-roupa, C.S. Lewis

Os Diários de Virgínia Woolf (volumes 1 ao 5)

Abadia de Northanger, Jane Austen

O Sol Também se Levanta, Ernest Hemingway

1984, George Orwell

O Morro dos Ventos Uivantes, Emily Bronte

Suave é a Noite, F. Scott Fitzgerald

O Vale das Bonecas, Jacqueline Susann

Alice no País das Maravilhas, Lewis Carrol

Terminal, Robin Cook

A Origem das Espécies, Charles Darwin

O Processo, Franz Kafka

Daisy Miller, Henry James

O Código Da Vinci, Dan Brown

Sonho de Uma Noite de Verão, Shakespeare

A História do Declínio e queda do Império Romano, Edward Gibbon

Bibi Meialonga, Astrid Lindgren

Odisséia, Homer

Sherlock Holmes, Arthur Conan Doyle

O Senhor dos Anéis [#1]: A Sociedade do Anel, J.R.R. Tolkien

O Senhor dos Anéis [#2]: As Duas Torres, J.R.R. Tolkien

O Senhor dos Anéis [#3]: O Retorno do Rei, J.R.R. Tolkien

Folhas de Relva, Walt Whithman

Laranja Mecânica, Anthony Burgess

Ulysses, James Joyce

Ardil 22, Joseph Heller

Servidão Humana, W. Somerset Maugham

A Revolta de Atlas, Ayn Rand

A Morte do Caxeiro Viajante, Arthur Miller

Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley

Apanhador no Campo de Centeio, J.D. Salinger

Ratos e Homens, John Steinbeck

E o Vento Levou, Margaret Mitchell

O Senhor das Moscas, William Golding

Molloy, Samuel Beckett

Os Elementos, Euclides

O Fator Humano, Graham Greene

A Glória de um Covarde, Stephen Crane

Paraíso Perdido, John Milton

O Fantasma da Ópera, Truman Capote

Onde os Velhos não têm Vez, Cormac McCarthy

As Aventuras de Alice no País das Maravilhas, Lewis Carrol

O Diário de Anne Frank


Bom, perdão se me esqueci de algum livro. Como eu disse lá em cima, este post estará em constante atualização conforme eu vá lendo os livros. Uma vez por mês ou sempre que eu terminar um livro do desafio - vai que né, vou sortear o próximo em um potinho :)

Legendas:
[N] já li;
[A] abandonei.

Status: [13/300 e poucos]

Me ajude a completar a lista: se tem algum livro que eu esqueci de colocar, comente aí embaixo! Em breve colocarei os livros da outra lista aqui também. Por hoje é só e obrigada pelos peixes.

29 novembro 2014

Como o Bloglovin' salvou minha vida

Eu amo acompanhar blogs, mas lembrar a URL de todos é humanamente impossível. Na página "Recomendo" listei todos os blogs que leio sempre, religiosamente, mas isso não significa que só leio os que estão ali. Tenho muitos no meu Blogroll! Eu sempre ficava perdida ao visitar algum blog porque nunca sabia por onde nem por qual começar a ler, além de ter sempre que digitar o endereço de todos e torcer para estar correto, então hoje vim recomendar um site/aplicativo que - quase literalmente, salvou minha vida de leitora: o Bloglovin'!

O Bloglovin' nada mais é do que um feed com todos os blogs que você acompanha, basta que o blogueiro tenha cadastrado o blog, então você tem a opção de segui-lo e o Bloglovin' te avisa todos os dias no seu e-mail se tem post novo. Eu acompanho blogs que postam todos os dias e ficava perdida sem saber o que era novo por ser muita coisa vindo de lugares diferentes, e centralizar tudo nesse feed foi um diferencial gritante. Não perco mais nenhuma atualização!

Além de te avisar no e-mail, também existe a extensão para Chrome onde aparece a quatidade de posts novos/não lidos, e ao entrar no site, basta marcar o que você foi lendo aos poucos ou fazer como eu, leito tudo e clico na opção "Mark all as read" e pronto, você leu todos os seus blogs favoritos e limpou o feed!

Depois de descobrir a finalidade do Bloglovin' resolvi criar um para o blog também, agora além dos posts diretos no e-mail, mandados pelo WordPress, você pode escolher receber a atualização do Bloglovin', ao invés de vários e-mails poluindo sua caixa de entrada, você recebe um só com tudo! Ele manda de um e-mail por dia, sem spam. Eu, por exemplo, sou cadastrada em algumas Newsletters, mas não em todas - convenhamos que se eu fosse cadastrada em todas eu passaria o dia lendo e-mails, então o que eu não recebo direto do blogueiro, o Bloglovin' me manda. É uma mão na roda tanto para quem escreve, tanto para quem lê!

Quais são os blogs que você ama?

27 novembro 2014

Não tente ler tudo


Quanto mais eu leio, mais crítica venho ficando em relação as minhas leituras. Não tenho mais interesse em alguns livros que me chamaram atenção seis meses atrás, parece mais do mesmo. Olho para alguns livros na minha estante que na época em que li foram ótimos, mas hoje eu não leria da mesma forma, ou talvez nem leria. Olho para certas histórias e elas simplesmente não fazem mais sentido na minha vida. Mas claro, existem os livros atemporais. Aqueles que vou reler sempre, uma vez por mês, uma vez por ano, daqui cinco anos voltarei a eles e tirarei outra lição ou simplesmente relembrarei tudo o que aprendi.

Você consegue olhar para os últimos cinco livros que você leu e apontar pelo menos um item que mudou sua forma de ver o mundo ou relembrou um princípio no qual você acreditava ou ainda acredita? Eu consigo, mas não de todos os livros, confesso. Ao dizer isso, não estou dizendo para você largar seu Jovem-Adulto ou o seu livro de fantasia e ler só os clássicos, eu mesma aprendo muita coisa com livros de fantasia e vários tapas na cara que já levei foram destes próprios.

Esse texto é apenas um lembrete para que você seja mais seletivo em suas leituras, independente do gênero, para que você possa, ao terminar um livro, olhar para ele e sentir que aquela foi uma leitura rica em todos os níveis e não mais uma soma à sua lista de lidos do Skoob. Vivemos em média uns 80 anos - corrija-me se estiver errada, então vamos aproveitar essa curta vida de leitor para ler algo que vai acrescentar. Não tente ler tudo, tente ler o suficiente.

4 perguntas para se fazer ao terminar um livro:

  1. O que eu aprendi com esse livro?
  2. Eu vou reler esse livro?
  3. Eu recomendo esse livro?
  4. Ler esse livro foi "perda de tempo" ou foram horas muito bem gastas, obrigada?

Há livros de que apenas é preciso provar, outros que têm de se devorar, outros, enfim, mas são poucos, que se tornam indispensáveis, por assim dizer, mastigar e digerir.
Francis Bacon

25 novembro 2014

Palavreando


Eu escrevo em blogs desde 2010 e estou sentindo falta de escrever.

Não digo fazer "resenhas" - meus textos não podem ser chamados de resenha, ou falar sobre filmes, digo escrever de verdade: sobre a vida, o cotidiano, como eu odeio calor, o que eu aprendi por aí e etcetera. Ninguém sabe, mas era isso que eu fazia quando tinha 15 anos e sinto muita - foco no muita - falta. Obviamente não escrevo com frequência, mas quando escrevo, escrevo pra valer. E isso é bom. Me deixa leve, como estou agora, e sempre abro um pouquinho mais a minha mente de alguma forma. Escrever me faz bem e auxilia meu amadurecimento. Principalmente quando leio textos antigos.

Meu primeiro blog - que existe até hoje - se chama(va) Desabafos e Lamentações e era exatamente isso que eu fazia/faço por lá ainda. Ele mudou de nome, mas sempre será o querido DL. Porém, por ser um espaço tão pessoal onde falo de tudo, literalmente, não tenho coragem de tirar do privado, então tive uma ideia - mais uma pra coleção: vou trazer alguns textos pra cá!

Eu sabia que eu estava meio desanimada com o blog e no fundo eu sabia porque: amo livros, amo filmes, porém também amo escrever sobre coisas aleatórias - como por exemplo aquele pardalzinho que vem eventualmente visitar a minha janela de manhã. Prepare seu melhor guarda-chuva porque a previsão é uma tempestade de palavras!

17 novembro 2014

As Crônicas de Nárnia [#2]: O Leão, a Feiticeira e o guarda-roupa (C.S.Lewis)

185893g0Agora que você já conhece Nárnia, as aventuras finalmente começam.

Desta vez acompanhamos quatro irmãos rumo à Nárnia: Lúcia, Susana, Edmundo e Pedro. Enquanto o primeiro livro levou cinco estrelas, este levou quatro. Encarei o livro dois mais como um livro ponte. Gostei bastante da história, mas ela não me prendeu quanto eu achei que prenderia.

Lúcia é a primeira a ir para Nárnia, depois vai Edmundo e após, todos os quatro. O enredo todos já conhecem. Novamente o que eu mais gostei no livro foram as dicas e ganchos deixados por Lewis. Uma citação em especial me fez parar e pensar: "Não tentem seguir pelo mesmo caminho duas vezes. Na verdade, vocês nem devem fazer coisa alguma para voltar a Nárnia. Nárnia acontece. Quando menos esperarem, pode acontecer.", ai tem coisa! Minha teoria é que Nárnia não é simplesmente um mundo, é um universo paralelo ao nosso - no caso, os irmãos, que são de nosso universo, uma vez que saímos de Nárnia, não podemos voltar, pois isso poderia alterar alguma coisa no universo, tanto pessoal, tanto de Nárnia. Lembrando que essa é uma teoria da minha cabeça!

Dei uma espiada no livro três e parece que mais coisa vai se desenrolar, os irmãos continuam na história só que antes de deixarem Nárnia! Talvez daqui pra frente os textos comecem a ter spoilers, mas pensarei em uma maneira de evitá-los o máximo possível!

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Aguardemos as cenas dos próximos capítulos!



02 novembro 2014

3 desafios para você se divertir fotografando

Não importa se é com a câmera mais avançada do mercado ou com o seu celular de 2012, você pode e deve se divertir fotografando. Chamo as minhas fotografias de "fotografia de quarto" porque esse é meu cenário principal, mas as vezes dá aquela vontade de colocar a cara no mundo com câmera em uma mão e a coragem na outra. Eu raramente fotografo na rua em parte por vergonha, por outra medo de ser assaltada (rs!), mas pensa que chato tirar 365 fotos do mesmo ângulo, com o mesmo fundo, com a mesma cara. Boriiiing! Por isso separei 3 desafios para arranjar uma desculpa pra ir pra rua, porque afinal, a vida acontece lá fora!

Todo mês uma lista diferente com um tema pra cada dia.



100 happy days - Fotografia por Melina Souza
Você consegue ficar feliz durante 100 dias seguidos?



 Você provavelmente tem aquele objeto modelo para todas as suas fotos. Eu tenho.


Eu particularmente nunca terminei nenhum desses desafios, mas quem sabe um dica eu tenho foco suficiente pra isso. Visita meu Flickr pra ficar de olho nos meu cliques!


29 outubro 2014

A Arma Escarlate (Renata Ventura)

A_Arma_EscarlateAh como é bom voltar ao mundo bruxo!

A Arma Escarlate conta a história de Hugo, um menino de 13 anos que descobre que é bruxo no meio de um tiroteio em uma favela do Rio de Janeiro. Não, você não leu errado, essa história de passa no Brasil em 1997. Essa foi a parte que mais me deixou curiosa (e com um pé atrás) pra ler, mas valeu cada minuto.

O enredo geral já é conhecido, mas o que importa é o que vem por trás. A gente ainda tem muito a descobrir e conhecer sobre Hugo e nesse primeiro livro não dá. A autora te dá um gostinho da história do guri e só. Já tem livro dois e estou ansiosa pra continuar. Uma das coisas que mais gostei mesmo foi a abordagem do folclore brasileiro. Nada de vampiros ou lobisomens, aqui a gente tem Curupira e Mula-Sem-Cabeça mesmo.

Eu adorei algumas referências a Harry Potter e se você é fã e está com preconceito, deixa disso, a única coisa que as duas histórias têm em comum é a bruxaria. Ponto. Quando descobri onde fica a escola não acreditei. Nada de castelos aqui, esquece a Grã-Bretanha. No começo do livro a autora escreve os diálogos da forma como se fala: o português, o mineiro, o gaúcho, etc. No começo isso me incomodou um pouco, mas dá pra se acostumar.

Eu encarei o primeiro livro mais como um livro de apresentação mesmo, apesar de toda ação, e os personagens que mais gostei de conhecer com certeza foram os Pixies! Os Pixies nada mais são do que um grupo de alunos revolucionários da escola. Cada um bem diferente do outro eles tentam sempre influenciar de forma positiva na vida das pessoas e do colégio. Estes são Viny, Caimana, Capí e Índio que adotam Hugo como o quinto Pixie. Vou me limitar a seus apelidos porque não tem como descrevê-los, a Renata os criou muito bem para eu chegar aqui e resumi-los em poucas palavras. E ela desenvolve os personagens tão bem que você não sabe se fica com raiva ou com pena de Hugo.

Ele é cabeça dura, esquentadinho, não leva desaforo pra casa e faz muita burrada apesar de suas boas intenções. Lá no fundo você sabe que ele é um garoto bom e fez tudo o que fez por medo, apesar de em certo momento confessar que gostou um pouco da consequência. Ele é humano e o ser humano erra.



30 setembro 2014

Valente (2012)

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Valente conta a história de Merida, como ela transformou sua mãe em um urso, evitou a destruição de seu reino e mudou tradições. Assim como qualquer outra princesa da Disney, sua missão era nascer, crescer e se casar com um herdeiro para manter os reinos unidos, mas ela nunca quis isso. Depois de uma briga com sua mãe, Merida pede ajuda a uma bruxa para mudar seu destino.

Adoro ver como a Disney em geral está mudando o rumo de suas histórias. Não é mais aquele padrão princesa encontra o príncipe e eles vivem felizes para sempre. Em Valente, Merida nem pensa em casamento, na verdade, ela nem se apaixona. A saga de sua vida é costurar o manto de sua família para que sua mãe não se torne um urso para sempre.
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Quero o cabelo dela!!!!!



28 setembro 2014

Negima! Magister Negi Magi, Ken Akamatsu (Volumes 1 ao 3)


Volume [#1]


Somos apresentados a Negi e conhecemos um pouco de sua história. Ele é um mago em treinamento que vai para o Japão dar aulas de inglês. Não se deixe enganar pela sinopse. Negi tem apenas 10 anos. Ele já começa a história se metendo em confusões e toda vez que ele espirra, roupas desaparecem. Até ai tudo bem.

Além de Negi somos apresentados a outras personagens. No primeiro volume as mais presentes são Asuna Kagurazaka, estressada porém legal, Konoka Konoe, neta do diretor geral da escola, Nodoka Miyazaki, bookworm, e Ayaka Yukihiro, representante da classe, chata e irritante. Sim, no primeiro volume já me apeguei a personagens, apesar da história ser meio parada devido as apresentações, isso me deu vontade de continuar.

Volume [#2]


No volume dois temos um pouco de aprofundamento nos personagens, mas quando digo pouco, é bem pouco mesmo, o foco é mais no Negi. As coisas não são tão bagunçadas como no primeiro. Enquanto no primeiro volume temos várias coisas acontecendo ao mesmo tempo, aqui o enredo tem uma sequência, com começo, meio e fim. Não temos mais apresentações, apenas o cotidiano do colégio. Os poderes de Negi estão ficando mais fortes como é de se esperar, mas não é nada muito surpreendente. Entendemos um pouco mais do que é ser um Magister Magi, mas o autor não deixa claro quem é esse mestre que Negi tanto admira. E a comédia continua.

Volume [#3]


Dessa vez a história se passa no paraíso de qualquer leitor. Negi e as Baka Rangers, suas piores alunas, vão parar em uma Ilha Biblioteca, cujo o nome é auto-explicativo. Neste volume elas estão estudando para as provas finais, surgiu um boato de que se a turma de der mal mais uma vez nessas provas ela será desfeita e todas voltarão para o primário e Negi será demitido, então eles resolvem ir atrás de um grimório mágico para lhes dar inteligência. O mangá continua leve, cheio de mistérios e ganchos. O que será que o diretor tem a esconder?


11 setembro 2014

Dias Perfeitos (Raphael Montes)

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"Cara, você tem sérios problemas." Essa foi minha reação durante a leitura de Dias Perfeitos.

O livro conta a história de Téo, estudante de Medicina, um rapaz de poucos amigos. Sua única amiga é uma cadáver da aula de anatomia que ele chama carinhosamente de Gertrudes. Eu já tive aula de anatomia na faculdade por conta da Psicologia e fiquei me perguntando que tipo de pessoa da nome aos bois naquela aula. Bom, pessoas como o Téo.

Um dia ele conhece Clarice em um churrasco, ela é totalmente o oposto dele, estuda artes e seu sonho é ser roteirista. Ela está escrevendo um roteiro que se chama Dias Perfeitos, se liga na jogada do autor. A partir daí Téo fica completamente obcecado por Clarice, começa a seguir todos os seus passos até que ele chega ao ponto de sequestrá-la e não vou contar mais nada para não perder a graça.

Eu gostei bastante da forma como o livro foi escrito e as descrições de Raphael Montes são tão reais que eu achei que não ia sair do capítulo 25 por motivos de sangue. É um livro de várias emoções e se você tem estômago fraco, prepare-se. A faca passa aqui, o sangue sai dali.

Eu achei que o livro ia me surpreender, mas isso não aconteceu. Na verdade, só aconteceu no final, a última frase, que deixa meio em aberto o que poderia acontecer após o final, só que você para pra pensar e vê que é desnecessário e meio óbvio. Fica aberto à discussões.

Não tenho muito o que falar desse livro, foi meu segundo romance policial e valeu muito a pena apesar de não ser meu gênero favorito.



03 setembro 2014

Fronteiras do Universo [#1]: A Bússola Dourada (Philip Pullman)

bdVocê provavelmente já assistiu a adaptação cinematográfica que se tornou "A Bússola de Ouro" e eu li na edição pós-filme. Antes de mais nada, depois de uma pesquisa descobri que as capas atuais são baseadas nos filmes e mudaram o nome do primeiro livro depois que ele foi adaptado. Era "A Bússola Dourada", virou "A Bússola de Ouro". Philip Pullman não curtiu isso. Além de algumas outras mudanças em alguns termos dentro da história. Os daemons, ou dêmons, viraram dimons. Totalmente desnecessário, mas vamos ao que eu achei da leitura...

É impossível ficar entediado durante a leitura. O livro parece grosso com suas 365 páginas, mas é uma leitura fluída e nada cansativa. Muita coisa acontece ao mesmo tempo.

Neste primeiro livro somos apresentados a Lyra, uma garotinha de 11 anos, que vive em um universo paralelo ao nosso. Ela já tem seu destino traçado, mas não pode saber disso, como leitores, também não sabemos o que a espera no final.

Neste mundo todas as pessoas têm seus dimons, que são o que seria para nós, sua "alma", mas o Conselho de Oblação, ou os Globbers, está sequestrando crianças e fazendo testes por causa do medo que sentem de um tal Pó. Acho que qualquer detalhe a mais será spoiler, então vou me limitar a esta parte da história, que é o motivo que desencadeia todo o resto.

Você consegue se identificar com o mundo criado por Pullman. Por mais que seja um universo paralelo ao nosso, muitas coisas se assemelham. Recomendo a leitura a todos os fãs de fantasia!



26 agosto 2014

Por que Indiana, João? (Danilo Leonardi)

POR_QUE_INDIANAN_JOAO_1405533027PUm livro que para mim foi complicado ler por motivos de expectativa. Mas valeu muito a pena.

"Por que Indiana, João?" é o primeiro trabalho de Danilo Leonardi, criador do Cabine Literária e o que você tem que saber sobre "Por que Indiana, João?" é que ele fala sobre bullying. Confesso que no começo eu fiquei com o pé atrás devido ao tema, já explico porque: este é um tema abordado por vários autores, então bateu aquele medinho do livro ser "só mais um entre os outros", mas não é!

Quem ficou sabendo de algumas notícias nos últimos anos, vai encontrar várias referências durante a leitura, não vou contar porque seria spoiler. Mas além das referências sobre o bullying, temos muito Legião Urbana e Danilo abordou seu próprio mundo em "Por que Indiana, João?": João, assim como o escritor, tem um canal no YouTube.

Este é um livro bem real, escrito de forma leve e sem rodeios. Te deixa ansioso para saber o final e quando você chega na última página "como assim acabou?". Foram 201 páginas muito bem aproveitadas.



21 agosto 2014

Marley & Eu (John Grogan)

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Fiquei pensando em mil maneiras de falar sobre Marley & Eu, mas não encontrei.

Acho que todos conhecem a história, então não vou me prolongar. Foi uma experiência de leitura ótima e fiquei com vontade de ter um cachorro. A leitura é leve, apesar de rolarem algumas lágrimas no final. Eu não me apeguei tanto assim a história, acredito que foi porque eu nunca tive um cachorro. Em vários momentos eu idealizei meu gato, ou todos os gatos que já tive na vida, isso trouxe um sentimentalismo para a leitura, mas acho impossível não se apegar ao Marley. A menos que você odeie todos os animais do mundo.

Essa é uma leitura que eu recomendo para aquela tarde chuvosa, em casa. Chuva me deixa feliz, apesar de seu to melancólico. Combina perfeitamente com o tipo de livro que é Marley & Eu. O filme já não sei dizer, tenho que rever e assim que o fizer, venho fazer mais um daqueles posts comparativos (que são meus preferidos!).

Como eu disse, não vou me prolongar, até porque eu não tenho nada a acrescentar e eu estaria apenas deixando o texto maçante. A mensagem que fica é essa: vá ler o livro!



13 agosto 2014

The Go-Getter (2007)

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Aqui temos uma road trip, Zooey Deschanel e músicas maravilhosas que ganham seu próprio espaço no enredo. Não, não é um musical. Elas apenas combinam com tudo o que está acontecendo.Gostei de saber que é uma produção independente. O filme em geral é bem monótono e as coisas vão acontecendo uma de cada vez. Foi bem produzido e não deixou a desejar em nenhum momento. É uma história leve, que vale a pena ser assistida. The Go-Getter foi outro filme que me ganhou pela trilha sonora. São peças que se encaixam em perfeita harmonia.
Tentei buscar palavras para descrever a experiência de assistir à este filme, não encontrei. Tudo se resume a simplicidade. O texto é curto porque estou tentando colocar em palavras tudo o que estou sentindo desde domingo. The Go-Getter é um filme que vale a pena ser assistido.
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03 agosto 2014

Sasameki Koto, Ikeda Takashi

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A história de Murasame Sumika, uma garota inteligente e atlética que está apaixonada por sua melhor amiga Kazama Ushio. Incapaz de confessar seus sentimentos, Sumika pode ficar apenas ao lado de Kazama e cuidar dela. Um dos maiores obstáculos para esse amor não é o fato de ambas serem garotas, mas por que Sumika não é o tipo de Kazama, que prefere garotas fofas. Então como Sumika irá fazer?

Falando assim, parece uma história bobinha. Nunca acredite 100% na sinopse de um mangá. Eu mesma não esperava por nada, mas o Sasameki Koto conseguiu me prender. A história é fofa, engraçada e leve. Sabe aqueles dias em que você não quer ler nada muito complexo? Mas isso não tira o mérito do mangá. Não me entenda mal, é muito bom. Recomendo.

O enredo basicamente narra o cotidiano de Sumika e Kazama e como cada uma lida com o "ser lésbica". Fiquei completamente obcecada querendo saber a continuação a cada vez que terminava um capítulo, não parava de ler  para nada, virei a noite várias vezes com Sasameki Koto e todas valeram a pena. É engraçado, é fofo, é divertido, é amor. É uma leitura de altos e baixos, conta com várias reviravoltas e sempre que parecia que ia rolar: fuem! Mas aquilo me prendeu.

Com o progresso da leitura começamos a nos aprofundar aos poucos as personagens principais. Quando Sumi finalmente percebe que está apaixonada, é a coisa mais fofa do mundo. O foco não fica apenas na construção do relacionamento das garotas, temos várias histórias paralelas, o que não deixa o mangá cansativo em momento algum. Um dos meus personagens favoritos, apesar de aparecer pouco, é o Akemiya-Kun, ele é um amor. Durante a leitura entramos em contato com a cultura japonesa, como suas comidas, festas, tradições e muito - mas muito - karatê. O pai da Sumika é dono de um dojo.

Enquanto eu lia durante a semana, fui dormir todos os dias a partir das três horas da manhã, porque fiquei completamente consumida pela história. Ficava no "vou ler só mais  um capítulo" e quando via, o sol já estava nascendo. Is that the sun?! Acho que se não fosse a necessidade de dormir, porque afinal temos uma vida, somos todos humanos, eu teria terminado bem antes. O bacana é que, com as reviravoltas, as vezes o capítulo não termina tão "meu deus e agora", daí você consegue dar uma pausa, mas é difícil, a grande maioria eu não consegui largar.

Para não revelar muito do enredo, só digo que vale muito a pena ler este mangá se você estiver afim de ler um romance gostoso de ser lido. Fica a dica!

27 julho 2014

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Pensei em mil maneiras de começar este post. Ontem eu completei 20 anos.

O dia de ontem foi resumido a trabalho, pizza e Percy Jackson. Em abril eu fiz uma lista de "20 coisas para fazer antes dos 20" e das vinte digamos que finalizei dez. Com essa lista aprendi que sou uma só, não posso ver filmes, séries e ler tudo ao mesmo tempo, muito menos fazer tudo isso em um dia só, afinal o dia só tem 24h, não posso ter mais horas que as outras pessoas e que, deu meia noite? Hora de dormir. Aprendi que as vezes a única coisa que eu quero é ficar horas tentando descobrir que qual filme é aquela música enquanto jogo Flash Pops, ou dormir o dia todo, ou colocar alguma série em dia (mas minha internet é lenta demais para isso), ou ver um filme, ou ler.


Aos quase-20 cortei meu cabelo curto-de-verdade pela primeira vez, bem curto atrás e mais longo na frente e aprendi que amo ter cabelo curto. "Ai, mas cabelo longo deixa a mulher mais feminina!". Dois textos de presente para você: o da Lully e o da Lola. Sou a mesma pessoa, só que com o cabelo mais legal. "Aimeudeuseu-tô-parecendo-um-MANGÁ!". Nada supera minha reação no dia do corte. Um palmo inteiro e um pouco mais.


Aos quase-20 minha consciência voltou a doer quando o assunto é comer carne e comecei a pesquisar um milhão de coisas sobre vegetarianismo. Tenho 20 anos e ainda sei cantar a abertura de Dragon Ball Z, sei todas as coreografias de High School Musical e nunca serei velha demais para a Disney. Leitora ávida e cinéfila de coração, não gosto de futebol, mas assisti todos os jogos do Brasil no trabalho e zoei muito quando ele perdeu de 7x1 para a Alemanha. Acho que aprendi a gostar de copa do mundo. E não tem nada mais legal do que descobrir o que aconteceu nos últimos 20 anos ao redor do mundo enquanto eu aprendia por aqui o que é crescer, amadurecer e viver. Li muitos textos sobre o que e como é ter 20 anos e cheguei a conclusão que ninguém sabe. Eu tenho e ainda não sei. Muitos dizem que ter 20 anos é "não ser velho nem novo demais para nada", mas na minha opinião, nunca se é novo ou velho demais. São apenas números.

22 julho 2014

Sobre o blog, blogar e tudo mais

O blog está de cara nova e resolvi escrever alguns poréns: lá no post de Rent eu coloquei uma nota, mas fiquei pensando e isso vale uma postagem.

"Nota: Bom, tecnicamente era para esse post ter saído domingo, eu comecei a ver o filme domingo, mas por motivos de força maior (internet lenta), o player deu problema, então terminei ontem, 14/07, quando cheguei do trabalho. Justamente por ter frustado minhas próprias expectativas, resolvi mudar algumas coisas por aqui. Eu originalmente planejei publicar duas postagens por semana, mas percebi que não dá. Motivo 1: ressaca literária. Motivo 2: eu estava me pressionando. Posso explicar. Voltei a blogar pela saudade de escrever, mas me empolguei tanto que estava virando obrigação. Pois é. Vou deixar as coisas fluírem como devem ser. Terminei um livro? Venho contar o que achei. Assisti um filme? Venho contar o que achei. Cozinhei? Venho contar se queimei ou não a panela. Não vou abandonar meu queridíssimo, só vou fazer as coisas da forma como devem ser feitas." 

Bom, eu sou uma pessoa difícil. Quando entro em alguma coisa, entro de cabeça, mas nem sempre sei nadar. Sempre quero fazer mais coisas do que sou capaz e no fim acabo procrastinando. Acho que é por isso que eu nunca consegui terminar uma história. Eu planejo demais, começo muitas coisas e não termino nada.

A conclusão disso é que, se antes eu postava apenas aos domingos, aquela era a melhor forma de ter o que postar, mas não quero ter algo agendado para postar: quero fazer, escrever e compartilhar. Essa para mim sempre foi a essência de ter um blog e sempre o motivo pelo qual criei este e meus outros zilhões de blogs perdidos por aí.

Sempre siga os conselhos do Mestre Yoda.

20 julho 2014

As Crônicas de Nárnia [#1]: O Sobrinho do Mago (C.S. Lewis)

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Bem vindo à Nárnia!

No primeiro livro somos apresentados não apenas a Nárnia, mas também a outros mundos. Charn o reino destruído e o Bosque Entre Dois Mundos, quero morar lá. Conhecemos a Feiticeira Jadis, também conhecida como Feiticeira Branca e descobrimos como Nárnia foi criada.

O começo da história se passa em Londres, com Digory e Poly entrando por engano no sótão da casa de Digory, onde seu tio, feiticeiro, está fazendo testes com porquinhos da índia, os enviando para um mundo desconhecido, como os porquinhos não podem voltar e contar o que tem do outro lado, ele quer enviar os garotos. Tudo vai muito bem até que ele os engana mandando Poly primeiro e Digory tem que ir para salvá-la, e aí a história finalmente se desenrola.

Eu achei o livro um pouco parado, mas não deixou a desejar, ele tem 100 páginas e a história tem começo, meio e fim apesar dos ganchos deixados por Lewis. Se você, assim como eu, só viu o filme de 2005, finalmente entende porque aquele guarda-roupa leva à Nárnia. Não vou te contar porque é spoiler.

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Minha edição é o Volume Único da Editora WMF Martins Fontes, a folha é branca e dá para ver do outro lado, mas nada que atrapalhe a leitura. Apesar de odiar a capa, convenhamos que ela é bem sem graça, amei as ilustrações, são lindas. Tem uma ilustração para cada livro e uma no começo de cada capítulo. Obras de Pauline Baynes, aqui tem algumas ilustrações que ela fez para o Lewis.
Existem duas formas de leitura para os sete livros: ordem de publicação e ordem cronológica (a ordem do meu volume). Fica a critério do leitor. Eu não sabia disso até pesquisar, mas a ordem de publicação é a seguinte:
  1. O Leão, a Feiticeira e o guarda-roupa
  2. Príncipe Caspian
  3. A Viagem do Peregrino da Alvorada
  4. A cadeira de Prata
  5. O Cavalo e seu Menino
  6. O Sobrinho do Mago
  7. A Última Batalha
Não faz muito sentido se você levar em conta que O Sobrinho do Mago narra acontecimentos que antecedem e explica algumas coisas que aparecem em O Leão, a Feiticeira e o guarda-roupa e O Cavalo e seu Menino narra acontecimentos que ocorrem no tempo descrito num parágrafo de O Leão, a Feiticeira e o guarda-roupa, ou seja, depois deste. Curiosidade do dia: a ordem cronológica foi sugerida por um leitor dos livros da série ao próprio Lewis! Aqui nessa página da Wikipédia tem a explicação certinha da ordem de leitura, foi de lá que tirei essas informações. 

Enfim, O Sobrinho do Mago foi um livro que adorei ler!


15 julho 2014

Rent: Os Boêmios (2005)

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Peguei um filme aleatório para assistir e caí logo em musical! Rent é uma adaptação para o cinema do musical da Broadway de mesmo nome.  O filme não tem um personagem central. Ele acompanha a vida de um grupo de amigos que enfrentam os obstáculos da pobreza e da doença em Nova York no final dos anos 1980.
Quando comecei a assistir pensei "é um musical, que ótimo, uma coisa leve para terminar esse domingo.": eu estava errada. Rent é um filme sobre amor, esperança, luta e vitória. O filme praticamente não tem diálogos, porque eles cantam o filme todo, mas vale muito a pena porque todas as músicas, sem exceção, são ótimas! Vou linkar uma playlist no final do post com todas as músicas do filme!
A parte mais divertida foi com certeza a parte de La Vie Boheme, mas o filme todo é bem triste. Dá para tirar muito da história, se você espremer, tem sempre mais alguma coisa para levar para sua vida. Nada é maior que o amor, igualdade é um direito e a vida não dura para sempre, no day but today. Simplesmente viva o hoje.
Sendo bem sincera, não é meu filme ou musical favorito, apesar da trilha sonora ser maravilhosa, mas eu com certeza vou rever Rent um dia. Segundo o site Cineplayers, essa é a trilha completa de Rent, sim, estou babando nas músicas até agora! Rent me ganhou pela trilha sonora, desculpa mundo.




09 julho 2014

It's Kind Of A Funny Story (Ned Vizzini)

Funny_Story_frontA pergunta que fica é: por que não publicaram esse livro no Brasil?

Foi minha primeira leitura em inglês, nada na história foi surpresa pra mim porque eu assisti o filme antes, sabe aquele filme com o Zach Galifianakis, que fez "Se Beber, Não Case!"? Então, ele também fez "Se Enlouquecer, Não Se Apaixone", que é a adaptação de It's Kind of a Funny Story. Desde que descobri o filme, há muito tempo atrás, fiquei com muita vontade de ler, só que não tem tradução, finalmente resolvi praticar meu inglês e peguei para ler.

A história é boa, apesar de só realmente me prender do meio para o final. Não culpo a dificuldade com língua, seria injusto, porque digamos que entendi uns 80% do que o livro queria passar, conhecer a história ajudou bastante, claro, mas consegui interpretar o que o autor quis dizer na maioria das vezes.

O livro já começa com uma frase impactante que não tem nenhuma relação com o título: "It's so hard to talk when you want to kill yourself." A história é narrada em primeira pessoa, pelo Craig, um garoto que tinha tudo para ser "normal", mas tem depressão. Como eu disse, o livro só começa a andar mesmo depois que o Craig surta e vai para o hospital psiquiátrico, e isso não é spoiler, está na contra capa do livro!

Apesar de ser um livro sobre um garoto com depressão, eu ri bastante! Sem maldade, Craig tem umas falas geniais. Da forma como é narrado, você não sabe se ele está falando consigo mesmo ou com o leitor, o que também é muito legal. Acho que fiquei uns 5 minutos rindo dessa parte: com tudo o que ele está passando, se preocupa em parecer clichê, porque é melhor ser apenas um adolescente deprimido do que um adolescente-deprimido-drogado.
Maybe that should be me. If I were on drugs that good, maybe I wouldn't have time to get depressed. It's heroin, right? That's what I need: some heroin. But I reconsider. First of all, it'd be pretty tough to ask my friends: Hey, who knows where I can get heroin? They'd think it was a joke. Plus it has the worst nicknames: "horse," right? How could I ask for "horse" with a straight face? And, if I were doing heroin, then I'd be a depressed teenager on heroin. I didn't need to be that cliché. 
Uma coisa importante a ser dita: Craig Gilner não sofre bullying, tem amigos e uma boa relação familiar. Seus problemas não são consequências das mesmas situações que muitos outros personagens de outros livros ou filmes passam, isso me chamou atenção.
Durante a história acompanhamos a luta de Craig contra si mesmo e assim como o nome da adaptação entrega, ele se apaixona no hospital. O amor e seus desenhos o ajudam a lidar com o que ele está passando, para quem leu ou ler, percebe que a capa tem tudo a ver com história.
Recomendo o livro e o filme!


06 julho 2014

Frozen: Uma Aventura Congelante (2013)

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Que filme lindo!
Um perfeito filme da Disney! Tem tudo o que um filme da Disney precisa: princesas, lição de moral e música! 
Elsa nasceu com um poder-barra-maldição, onde ela pode controlar o gelo. Na infância, machuca por acidente sua irmã, Anna, que com magia é curada, mas fazem com que ela não se lembre de nada para sempre, "para seu próprio bem". Elas se afastaram por Elsa ter medo de machucá-la novamente, até que no dia da coroação de Elsa, ela se descontrola e mostra seus poderes para todos, por acidente também, eles ficam com medo e ela foge, deixando o reino congelado, Anna vai atrás da irmã mais velha tentar entender e consertar as coisas. 
O mais bacana de tudo é que apesar do discurso "apenas o amor verdadeiro poderá salvá-la", não é o amor-romântico que mostra as caras, e sim o amor fraternal! Estamos acostumados com o roteiro clichê da Disney, onde o príncipe salva a princesa e eles vivem felizes para sempre, aqui não: Frozen é uma história de sacrifício e recompensa. 
Claro que temos o romance, alô, é Disney, mas no filme todo ele fica em segundo plano. Frozen tem personagens incríveis, tanto as irmãs, quando Kristoff, sua rena Sven e Olaf o boneco de neve.

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A trilha sonora é perfeita, mas minha música favorita com certeza é Let It Go, deixa uma mensagem de desapega do que te faz mal e seja livre para fazer suas próprias escolhas sem se importar com a opinião dos outros. Bem Disney, né? Vale muito a pena assistir Frozen!
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