29 março 2014

Os Três Mosqueteiros (Alexandre Dumas)

Os Tres Mosqueteiros_BolsoAntes de qualquer coisa vale ressaltar que eu ainda não terminei o livro. Estou no capítulo 44. A história de "Os Três Mosqueteiros" não é segredo para ninguém, mas não faço a mínima ideia do que acontece no final, apesar de já ter visto o filme. Eu li a versão infanto-juvenil na época da escola, por isso me interessei em reler, quando tive a oportunidade de troca-lo no Skoob. Eu devia ter me preparado melhor para as 788 páginas.

Alexandre Dumas escreve e descreve detalhadamente cada momento vivido pelos quatro companheiros, o que, na minha opinião, vai de super legal à super desnecessário. Sim, eu sou fã de livros mais objetivos (lê-se tio John), mas eu recomendo "Os Três Mosqueteiros", porque por mais que eu esteja com o que pode ser chamado de ressaca literária, eu estou adorando o livro! Contraditório, mas eu precisava sair de Paris um pouco. O único motivo para eu ter largado o livro, foi que eu estava sobrecarregada da história dele. Estou tentando terminar aos poucos, já que tentar devorar tudo de uma vez não deu muito certo.

Comecei "Percy Jackson e os Olimpianos" (série que já queria ler à algum tempo) para intercalar com "Os Três Mosqueteiros", e deu certo, estou no quarto livro! Apesar da ressaca e tudo mais, quero muito saber o que vai acontecer com d'Artagnan, então não será um dos livros abandonados no meio do caminho. Só é complicado. Meu erro foi tentar sair de um livro de 400 páginas e ir direto para um que tem o dobro! Empolgação uma hora cede. Minha meta é conseguir terminá-lo agora em abril, e quando finalmente conseguir, atualizo o post, dizendo o que achei do final!
Um por todos e todos por sair dessa ressaca!




22 março 2014

5 livros que influenciaram minha vida


Todos nós somos influenciados na vida. Por alguém que admiramos, por uma música, por livros. Que eu tenha anotado, meus livros lidos, fora os infantis, até hoje chegam a 50. Ao meu ver, parece bem pouco, mas para quem criou o hábito de leitura ano passado, não estou tão mal. Resolvi criar uma lista com os livros que mais me influenciaram, seja como leitora ou para a vida, a seguir. (Não sei de onde veio a ideia original, mas o que me deu a ideia foi um vídeo do canal literário MarianaReads!)


1. Como eu era antes de você, Jojo Moyes

Não a história, mas a personagem. De uma forma ruim, me identifiquei muito com Lou, e depois que terminei o livro, passei a ver minha vida de uma forma diferente. Sair da caixa, não ter medo de ser você mesma, coisas bobas, que eu não via. Eu passei a ver a vida com outros olhos. Olhos mais maduros. Acho que esse é um dos principais motivos pelo qual adora e odeio esse livro, ele me deu um tapa na cara, o que foi ótimo, mas ninguém gosta de ver a realidade esfregada. Não é meu livro favorito, a história principal para ser sincera, pouco me importa, o que realmente me influenciou, foi ver-me pelos meus próprios olhos, Lou era como um espelho que só refletia meu todo ruim e isso me fez amadurecer de alguma forma.

2. Pollyanna, Eleanor H. Porter

Ah, Pollyanna. É um dos, se não, o primeiro livro da minha coleção. Li pela primeira vez aos 12/13 anos e reli. Várias vezes. O jogo do contente provavelmente foi a parte que mais me influenciou. Algo como, não importa quão ruim esteja sua vida nesse momento, sempre há um motivo para sorrir. Engraçado que realmente levei essa lição para a vida! Faz muito tempo que não releio, as vezes me esqueço que aprendi, mas lá no fundo eu sempre estou sorrindo, porque se uma garotinha sorriu ao ganhar muletas no lugar de uma boneca, eu também posso.

3. O Sobrevivente, Aleksander Henryk

É complicado. Li este livro aos 16 anos e foi meu primeiro livro sobre a segunda guerra mundial. Peguei aleatoriamente na biblioteca da escola e fiquei completamente chocada. Cada detalhe descrito do gueto. Foi minha primeira não-ficção e quando realmente me interessei pela segunda guerra mundial. Me julgue se quiser, me apeguei aos judeus desde então. Não confunda com pena, claro que foi horrível, mas me admirei com a força de cada um. Me influenciou mais no sentido acadêmico, não posso negar, mas levei para o lado pessoal. Odeio Adolf Hitler. (Não quero usar o termo "ódio" antes de ler alguma biografia do sujeito, mas não dá para maneirar.)

4. Cidades de Papel, John Green

Sou suspeita para falar, John é um dos meus autores favoritos. Li quatro de seus livros publicados no Brasil, e o que mais gosto, é a escrita dele. É fácil, direta, objetiva e dá de se ler em um dia, que foi o que aconteceu com Cidades de Papel. Eu gostei tanto que não consigo explicar. Aborda a forma como as pessoas nos veem e a forma como realmente somos, mas vai além. Quando uma pessoa olha para você e vê um espelho, ela está apenas observando o próprio reflexo, enxergando o que ela quer ver, mas quando uma pessoa olha para você e vê uma janela, ela está observando seu verdeiro eu. Eu sei, confuso. Lembrando que essa é a minha visão do livro, minha opinião e o que tirei da narrativa. Não seja uma pessoa de papel.

5. Harry Potter, J.K. Rowling

Ah, ele! Por último, mas não menos importante. Tratando-se de livros, talvez seja o mais importante de todos. Minha história com Harry Potter não é segredo para ninguém, então vou me limitar a dizer que sim, criei o hábito de leitura aos 19 anos lendo Harry Potter, motivo pelo o qual, são livros que influenciaram minha vida. Não digo um ou outro, mas os sete. Comecei a gostar de ler com Harry Potter, aos 19 anos, não consigo pensar nada mais marcante na minha vida literária do que isso.

Estes foram os cinco, que na verdade são onze, livros que influenciaram minha vida. Com certeza essa lista vai apenas aumentar.
“Entrei numa livraria. Pus-me a contar os livros que há para ler e os anos que terei de vida. Não chegam! Não duro nem para metade da livraria! Deve haver certamente outras maneiras de uma pessoa se salvar, senão… estou perdido.”

― José de Almada Negreiros, A Invenção do Dia Claro

15 março 2014

[Um título que resuma o dia de hoje em uma frase]


Professor Francisco e aluna Thatyana

Pois é. Hoje eu participei do meu primeiro workshop de fotografia. Foi simplesmente incrível! Mais do que a linguagem técnica, colocar tudo na prática pela primeira vez, fez total diferença. Fizemos uma viagem para o distrito Cruzeiro dos Peixotos, e que cidade linda. Leve e rústica. Amei essa casa!


Baseando-me no dia de hoje, acho que meu tipo de fotografia é o documental, mas tenho muito chão pela frente, e uma longa queda pela macrofotografia. Eu estou tentando colocar a sensação do dia de hoje em palavras, mas é quase impossível.

"Ao infinito e além!"

Quero de novo! Mais fotos você encontra no meu Flickr!

08 março 2014

A Menina Que Roubava Livros (Markus Zusak) + o que eu achei do filme

Ler “A Menina que Roubava Livros” sempre esteve em meus planos, mas adiantei assim que descobri o lançamento do filme. Me surpreendi.

Não chorei pelo simples fato de estar em público. Cada detalhe, a forma como a história foi contada. O fato de ser contada pela morte! O que mais gostei de fato foi a narração, a historia toda ter sido contata pela morte, mas não de uma forma horrível, as vezes até divertida, foi a melhor parte. Não foi difícil como normalmente os livros sobre a segunda guerra mundial são. 
Referente ao filme, foi completamente transformado em um filme sobre a segunda guerra. Enquanto no livro o foco foi a história de Liesel, no filme, foi a Alemanha nazista e o relacionamento inocente entre Liesel e Rudy ficou "hollywoodizado", mas no geral, foi lindo. Eu esperava mais em algumas partes, principalmente as mortes, quando Liesel vê sua família morta, e Rudy. Não achei que o Rudy ainda estaria vivo no final, e não achei que mudariam a ordem dos acontecimentos, seria até mais dramático manter o original: o beijo no Rudy morto e depois o encontro de Liesel com os pais, mas é isso que se chama adaptação. Foram 2h11 muito bem aproveitadas. E eu achei que a morte seria uma mulher.

Devo lembrar que se você está procurando um livro sobre a segunda guerra mundial, pense duas vezes e vá ler outra coisa. Que eu possa indicar, talvez "O Sobrevivente" de Aleksander Henryk Laks, ou "Treblinka" de Jean-François Steiner, são ótimas escolhas. "A Menina Que Roubava Livros", por mais que retrate a segunda guerra, é puramente ficção, não se deixe enganar. Claro que é o tipo de assunto que estudamos na escola, mas se você quer algo para se familiarizar com o assunto antes de dar a cara a tapa com livros escritos por judeus, leia "A Menina que Roubava Livros" e depois vá para os demais.



01 março 2014

Minha relação (quase) descontrolada com Harry Potter

A seguir, uma breve história da minha nada breve relação com Harry Potter. São dez anos de história, nove deles enrolando para ler os livros, o que demorou apenas cinco meses. São muitos números. Desde 2004. Sempre tive uma relação forte com a série, mas aos 10 anos eu ainda não tinha como ler. Muitos anos se passaram e eu achava que HP tinha ficado na lembrança, na infância, mas lá no fundo eu sabia que precisava ler, e foi o que fiz.

Primeiro decidi pegar emprestado, mas me veio logo o penúltimo livro, li mesmo assim, e assim que terminei soube que precisava ter meus próprios exemplares e ler de cabo a rabo. Comprei um e outro e outro e outro, alguns foram mais difíceis de encontrar, encomendei, esperei, li, li mais um pouco, quase empaquei no quinto livro, mas segui em frente e - literalmente - na virada do ano terminei.

Mesmo o quarto livro sendo o meu favorito, o mais emocionante foi o último. Fiquei preocupada a maior parte da leitura, cheguei a chorar, mas quando Você-Sabe-Quem finalmente - alerta de spoiler - caiu, larguei o livro, levantei as mãos e agradeci. Ao terminar o último capítulo parecia que finalmente uma parte de mim tinha se completado depois de tantos anos. Completei uma parte da minha infância que foi, digamos, esquecida. E ai começa minha relação (quase) descontrolada com Harry Potter. Minha coleção.


Durante a leitura do último livro comprei minha varinha, estou com uma caneca da minha Casa, em breve estarei com o Vira-Tempo e minha própria Edwiges, e falando na minha Casa, senta que lá vem mais história. Eu sempre fiquei em dúvida entre a Corvinal e a Lufa-Lufa. Era meio: “Acho que sou Corvinal, mas me sinto Lufa-Lufa.”, até que entrei para o Pottermore, a coisa mais óbvia a se fazer. Eu queria uma coisa oficial. No fundo eu estava com medo de não ir para a Lufa-Lufa. Passei por todas as etapas: comprei minha varinha, com o comprimento de 10 3/4 em madeira alder, núcleo de unicórnio e surpreendentemente flexível, o material escolar e fui para Hogwarts passar pelo Chapéu Seletor. Depois de muito nervosismo e algumas perguntas, fui parar na Lufa-Lufa!

Já li “Os Contos de Beedle, o Bardo", “Quadribol Através dos Séculos” e “Animais Fantásticos e Onde Habitam” para completar esta jornada. Planos para um futuro breve: reler todos os livros, porém em inglês!