26 janeiro 2015

Pane no sistema, alguém me desconfigurou


"A empresa-que-presta-serviço-terceirizado-de-teleatendimento-para-outras-empresas não tem senso? As pessoas não são todas iguais!" TAN TAN TAN TAAN. Parabéns, você acaba de descobrir o plano maligno por trás das camisetas brancas de golas azuis. Pra quem está no telemarketing há dois anos, pode ser justificativa para estar surtando, mas sério cara, o que eu mais vejo naqueles corredores são cópias! Clones quase idênticos, sem voz, sem personalidade. Todos marchando na mesma direção sem saber porque ou o porquê. Se é que tem. O cansaço mental se torna uma lavagem cerebral.

Eu chego em casa com a mente tão cansada que resolvi escrever sobre isso. Pra quem trabalha com ideias, isso é um tiro certo para ter um bloqueio criativo. Quantas vezes durante o dia tenho "ideias geniais", deixo para escrever depois e quando chego em casa tenho a ideia, mas perco o desenvolvimento? Tipo essa ideia. Eu estava conversando com um amigo um dia desses e eu esqueci o que era um cartão de memória! Todas as palavras que uso no dia-a-dia do trabalho vem a minha mente quase 24 horas por dia, as vezes até em sonho, mas não consegui me lembrar do cartão de memória de uma câmera.

Tive a ideia desse texto meses atrás. Telemarketing vs. Mentes criativas. E também tive a ideia desse texto sobre manipulação. Não sabia que as duas coisas iam acabar se ligando. Adivinhe onde estou escrevendo a maior parte do texto: isso mesmo, no meu intervalo. Pois é. Se você aguentou mais de dois anos nesse ramo, parabéns, você venceu na vida. A grande verdade é que, a menos que você queira subir na empresa, que esse seja o sonho da sua vida, seja lá como supervisor, coordenador ou gerente ou sei lá mais o que, você vai sair rapidinho, por isso é uma profissão tão rotativa.

O telemarketing na minha vida sempre foi passageiro, eu sabia que ia sair, só não sabia quando, estou a quase dois anos e vejo que pra mim, já deu. Cresci muito nesse tempo, mas deu. Aí entra a parte de ser feliz. Sempre falei que o que quero pra minha vida é ser feliz e descobri - quero agradecer a minha mãe por fazer a pergunta chave em 2010, valeu Mãe! - que o quero fazer da minha vida é escrever até mandar parar e continuar mesmo assim, e o telemarketing está atrapalhando.

Se você é um atendente de telemarketing, tô contigo amigo, e se posso te dar um conselho, se você não quer trabalhar na área de gestão, administração, RH, segurança do trabalho, limpeza e afins: vá ser feliz. Não estou dizendo para largar o emprego, nem eu saí ainda, estou dizendo para seguir os seus sonhos, sejam lá quais. Planeje-se e tire o máximo do seu emprego atual para correr atrás do seu futuro. Agora se você é aquela pessoa que xinga os atendentes, desejo tudo em dobro pra você!

25 janeiro 2015

O Hobbit (J. R. R. Tolkien)

Então, eu li Tolkien.

O Hobbit conta a história de Bilbo Bolseiro, um hobbit que é convocado a participar de uma aventura na companhia de alguns anões. Se você assim como eu nunca se aventurou na Terra Média e a única coisa que conhece (ou não) são os filmes, faça o favor e vá ler este livro. Pelo menos em O Hobbit, que é um livro infantil diga-se de passagem, a escrita do Tolkien não é descritiva como dizem ao falar de SdA e a leitura flui facilmente.

Quando comecei a ler, antes de virar o ano, eu estava no início de uma ressaca literária, o que acabou travando a leitura, avancei só 70 páginas, mas assim que voltei a trabalhar e voltei a programação normal, terminei o livro em uma semana! Tolkien escreve como se conversasse com o leitor, como se ele estivesse do seu lado tomando uma xícara de café, ao lado da lareira, contando uma história sobre dragões e o tempo antigo.

O Hobbit é uma leitura válida pra todo fã de fantasia e uma boa história, e se você assim como eu, tem medo do senhor J.R.R. Tolkien, posso dizer que ele não morde! A história começa n'A Colina, a vila dos hobbits, quando Gandalf vai convocar Bilbo a se juntar aos anões. Os anões são companheiros de Thorin, filho de Tharin rei sob a montanha e a aventura consiste em resgatar o tesouro perdido de Thorin Escudo de Carvalho do velho dragão Smaug.

Essa é a base de toda a história e não vou me prolongar, até porque acho que todo mundo conhece, apesar de não saber como termina, além da trilogia que foi lançada recentemente. Tudo que vou dizer é dê uma chance ao velho Tolkien e suas histórias, vale muito a pena! 5 merecidas estrelas, ainda pensando no favorito.

19 janeiro 2015

Edukators (2004)

Até onde você vai na defesa de uma causa?

Edukators conta a história de três amigos, Jan, Peter e Jule, que acabam sequestrando um milionário por acidente enquanto estão "educando" seu modo de viver. Eles invadem casas, reorganizam os pertences do morador e deixam para trás apenas uma carta dizendo "Você tem muito dinheiro.". Eles não roubam nada, a ideia da invasão é acumular o excesso em pontos X da casa e assustar o morador quanto este retornar. 

Em uma viagem de Peter, Jan acaba inserindo Jule nos Edukators e ela decide invadir a casa do homem que a processou por ela ter riscado seu carro com uma chave. Nessa invasão, Jule esquece seu celular na casa e eles tem que voltar para pega-lo, nisso esbarram com o dono e a história se desenrola. Em paralelo, Jan e Jule acabam se apaixonando na ausência de Peter, namorado atual de Jule, então eles tem que lidar com duas coisas: o que fazemos com o cara sequestrado e contamos ou não para Peter que estamos apaixonados.

A mensagem final do filme foi o que mais me tocou, principalmente porque é um de meus ideais: pare de acumular, o dinheiro e os objetos materiais não trazem felicidade. E não foi uma coisa esfregada na sua cara, afinal os ativistas e o milionário tem ideais diferentes e fortes argumentos dos dois lados. O filme levanta uma discussão atual e que atinge todo mundo, principalmente, na minha opinião, quem está entrando na faculdade agora ou quem está decidindo o que quer fazer da vida. A pessoa decide que o sonho da vida dela é ser ator e sempre terá alguém para apontar e dizer "isso não dá dinheiro, você vai passar fome e morar debaixo da ponte", e digo isso por experiência própria. Mas tem uma passagem no filme que resume bem o que eu penso: "éramos pobres, mas éramos felizes".

Edukators é um filme recomendadíssimo, e vale lembrar que é alemão.

18 janeiro 2015

Projeto Potter em Orfanatos



O Projeto Potter em Orfanatos foi criado por Renata Ventura, a autora de A Arma Escarlate e tudo o que você precisa fazer é incentivar as crianças órfãs a ler. Mas como? Foi criado um grupo central no facebook e vários adjacentes espalhados pelo Brasil. Fãs de Harry Potter se unem para ler para as crianças e encenar os primeiros capítulos de A Pedra Filosofal, então fazem doação de alguns exemplares para que as crianças continuem lendo sozinhas.

Antes mesmo de conhecer o projeto eu já tive uma ideia parecida, mas não coloquei em prática, agora que descobri que ele existe quero fazer parte dessa causa, começando pela divulgação. Existe um grupo de Uberlândia, mas eu acho que ele está abandonado, os membros foram todos adicionados um ano atrás e é fechado, não tem como saber, meu primeiro pedido é que, se você que está me lendo nesse exato momento é de Uberlândia e tem interesse em ajudar, por favor se manifeste aqui nos comentários mesmo e vamos fazer isso juntos! E se você não é de Udia, espalhe o Projeto Potter em Orfanatos em sua cidade também!

12 janeiro 2015

Minha história em 10 músicas



Eu sou viciada em música apesar não estar ouvindo tanto ultimamente, lembro que em 2010 mais ou menos eu assistia MTV o dia inteiro, além da Disney também. Eu sempre ia pra escola ouvindo música e como em 2011 eu ia a pé, costumava ir cantando também, a rua era vazia às 06:30, não me julgue. E eu não cantava alto de qualquer forma. Então quando eu vi essa TAG eu falei que precisava responder! Bom, vamos lá:


Uma música que te lembre um momento bom:
Originalmente essa era uma música de um momento ruim, mas conforme o tempo foi passando ela se tornou uma música de memórias boas, de um momento de transição, crescimento e amadurecimento. Não aconteceu da forma que eu queria? Tudo bem, a vida tem dessas, e depois eu vi que não, não tinha que acontecer, não naquele momento. Eu não estava pronta. Foi na primeira vez que fiz o ENEM pra valer, mesmo sem saber o que eu queria prestar, eu só queria entrar na faculdade e quando não passei foi frustante e digamos que essa foi a trilha sonora porque eu estava ouvindo quando fui ver o resultado, ficou marcado esse momento que quando eu vivi, foi horrível, mas logo percebi que eu não precisava estar daquele jeito, afinal eu nem sabia o que eu queria, era tudo pressão externa, então ela se transformou em uma música de amadurecimento porque eu abri meus olhos e vi que estava tudo bem e eu não ia tentar qualquer coisa só "porque você tem que fazer uma faculdade", eu ia tentar quando eu soubesse DE VERDADE o que eu queria. Trilha para todos os momentos.
Uma música que define sua vida:
No dia 05 de novembro de 2014, quando eu parei de sofrer por antecipação por causa do futuro e o dia em que descobri que sou jovem e estou bem, essa música se tornou o hino da minha vida. Apenas sinta essa música que da vontade de sair correndo e gritando por aí  que a vida é boa, a vida é ótima, a vida é maravilhosa.





Uma música que te faz dançar na balada:
Qualquer uma da Britney! Escolhi Crazy porque é minha favorita, mas fala aí, quem é que não solta a franga quando ouve Till The World Ends e afins? Tô de olho, amigo.





Uma música de algum relacionamento:
Eu ainda não tive nenhum relacionamento, mas se tivesse queria que fosse igual ao deles. Pessoas diferentes que aprendem as coisas juntos e se completam que nem feijão com arroz. Curiosamente eu sou de leão igual a Mônica, mas não faço medicina nem falo alemão, e igual ao Eduardo ainda estou nas aulinhas de inglês hahaha.







Uma música que sempre te faz chorar:
Essa sempre foi uma das minhas músicas favoritas dos Jonas e depois que a banda acabou eu evito ouvir e principalmente ver esse vídeo, porque além de ser em preto e branco, é de cortar o coração. Pelo menos pra quem é fã. Malditos ninjas cortadores de cebola.





Uma música que seria toque do seu celular:
Antes de trocar meu celular esse era o toque. Essa é uma das músicas da minha vida, além de ser muito fofa e falar sobre amor. Acho que muita gente não conhece e se você não conhece tá aí pra você conhecer essa moça.






Uma música que você gostaria de tatuar:
Vou dar uma roubada nessa questão porque apesar desse trecho ser perfeito o que eu quero tatuar é o símbolo do CD, que praticamente tem o mesmo significado. Falta só o dinheiro e coragem, rs. Na verdade eu tatuaria fácil vários trechos dos Jonas Brothers.


Uma música que te deixa com vontade de ficar com alguém:
Sutileza é tudo nessa vida.
Uma música que você está viciada agora: 
Quando fiz o rascunho do post eu ia colocar Shake It Off, mas como tento porém não sou imune a Taylor Swift, me entreguei à Blank Space semana passada. Na primeira vez que ouvi essa música, detestei apesar de achar o clipe legal, e quando vi estava cantando por aí sobre amores nunca vividos assim como fiz com I Knew You Were Trouble, We Are Never Ever Getting Back Together, You Belong With Me, Love Story, Our Song e etcetera. Haters gonna hate hate hate. Na verdade eu sou suspeita pra falar porque eu fico viciada em qualquer música lançada pela Taylor Swift. Quero mandar um beijo para o Fearless, o Speak Now e para o Red, e te dou até junho para eu me jogar de vez no 1989. Você sabe o que é ter três CDs completos no seu celular?

Uma música que faz as pessoas lembrarem de você:
Não essa música em especial, mas eu sou fã da Miley desde 2008 então qualquer música que uma pessoa ouvir, ela já lembra de mim porque eu só falava desse ser humano quando eu tinha 14 anos. Bom, pelo menos conheço três pessoas que lembram hahaha.
E essa foi a tag, eu passei mais tempo ouvindo as músicas do que respondendo, mas vamos fingir que não. Se você gostou, tem um blog e ainda não respondeu, sinta-se tagueado ou me conta nos comentários suas respostas :) 

Até a próxima!

05 janeiro 2015

Os Goonies (James Kahn)

Eu jamais trairei meus amigos das Docas Goon,
Juntos ficaremos até o mundo acabar,
No céu e no inferno e na guerra nuclear,
Grudados feito piche, como bons amigos iremos ficar,
No campo ou na cidade, na floresta, onde for,
Eu me declaro um companheiro Goony
Para sempre, sem temor.

- O JURAMENTO GOONY - 

Se você assim como eu é um alien e não sabe, Os Goonies foi um livro e um filme lançados em 1985, uma história original de Steven Spielberg. Minha mãe ama o filme e eu já conhecia a história apesar de não me lembrar de onde. Então, eu finalmente li. A história do livro começa quando os ricos da cidade querem hipotecar as casas do mais pobres, que moram nas docas, para transformá-las em um campo de golfe. As crianças estão tristes e entediadas porque aquele é o último dia delas na cidade e elas nunca mais vão se ver depois que seus pais perderem suas casas. 

A história toda é narrada pelo Mikey, ele tem 13 anos. Nesse dia eles resolvem explorar o sótão da casa do Mikey onde o pai dele, que trabalha no museu da cidade, deixou algumas coisas que não foram para exposição e nessa eles encontram o mapa do tesouro de Willy Caolho, que foi um pirata muito famoso por ter juntado muito dinheiro roubando e ele enterrou esse tesouro, existem várias histórias de pessoas que foram atrás, mas ninguém nunca encontrou nada, e então os Goonies decidem que aquela será a última aventura deles nas Docas Goon, já que eles nunca mais vão se ver: sair em busca do tesouro de Willy Caolho e se ele existir mesmo, salvar suas casas.


Esse foi um livro super gostoso e rápido de ser lido. Eu li em um dia. Gostei da escrita do James Kahn, além de ser narrado por um garoto de 13 anos, fala sobre amizade e fazer de tudo para não perder seus amigos, e temos várias outras obras, tanto do cinema quanto da literatura, são citadas durante o livro. Foi minha primeira leitura completa de 2015 e eu tô doida pra assistir o filme. A história te prende tanto que você vai querer ler até no escuro, acredite. Eu li no dia 03 e tinha caído uma chuva tão forte que deu um apagão, conforme foi anoitecendo eu queria continuar a leitura então pedi ajuda para lanterna, não é que ler assim deu até um clima de mistério pra história? Hahaha. E no final do livro é como se você fosse um Goony. Acho que o juramento não fica na primeira folha atoa, rs! Eu ouço muito falar que coisas feitas nos anos 80 se tornam atemporais, acho que é a magia da década, porque não importa o ano em que se essa história se passa, em qualquer época, ela continuaria incrível.


A edição da Darkside é LINDA! Eu já tinha ouvido elogios sobre a editora, mas nunca tinha tocado em nenhum livro. Os Goonies em especial, apesar da edição ser em brochura, é super caprichada. Cada final de capítulo tem uma folha preta, no final, antes do epílogo, tem uma ilustração, vem com o mapa ilustrado dentro do livro e todos os capítulos começam igual esse aí em cima, e a edição que eu comprei veio no box Filmes Para Ler, cada livro vem com um marcador com imagens do filme. Darkside é amor <3 Se você é fã de bons livros, recomendo muito essa leitura! Eu podia passar o dia inteiro falando de como esse foi um livro incrível, mas vou parar por aqui, e se você quer uma segunda opinião, assista o vídeo da Vi e ame esse livro como eu amei!



03 janeiro 2015

Como eu consegui postar frequentemente em dezembro


Confesso que estar de férias ajudou - e muito, mas agora que minhas férias acabaram não quero deixar a peteca cair, porque foi muito divertido. Eu busquei por 1001 formas de me organizar e quando vi o calendário editorial da Luh Testoni foi quase um tapa na cara. Peguei uma folha velha com o verso livre, desenhei um calendário, colei post-its e voilá!


Tá bem zoadinho porque eu fiquei rabiscando durante o mês, invertendo, trocando e deletando postagens, mas no fim deu tudo certo e eu consegui postar 17 vezes. Sim, minha gente, DEZESSETE! Foi tudo uma questão de organização. As vezes eu tenho coisa demais pra falar e as vezes eu não tenho nada, o calendário me ajudou nesse quesito. Eu evito postar dois dias seguidos por exemplo, apesar de as vezes postar 3 dias direto e é isso aí. Também evito gravar vários vídeos parecidos, ou se eles se parecem eu não lanço os dois juntos (e apesar de amar gravar vídeos, que é uma coisa que eu achei que NUNCA, jamais faria na minha vida, meu foco sempre foi escrever, então não tenho muito critério com o canal - apesar de ama-lo também). Tudo isso pra não ficar uma coisa repetitiva e chata, se você já lê o blog a algum tempo você percebeu que eu troco a ordem de postagens. Se postei sobre um livro hoje, o próximo post provavelmente é sobre algum filme.

Lá pro dia 20 de dezembro eu já comecei a fazer o calendário desse mês, hoje é dia 05 e ele já está todo diferente. O bacana é isso. O blog é seu e é flexível à você! Se você tem blog e nunca usou, tenta só por curiosidade. Não sei se é só comigo, mas as vezes - e nos lugares mais aleatórios, eu tenho várias ideias pra texto e o legal do calendário é que você olha pra ele e já sabe onde encaixar o conteúdo.

Eu só resolvi criar um calendário editorial mesmo porque eu estava de férias mês passado e queria aproveitar o tempo livre pra voltar a escrever de verdade, tanto que a ideia original era postar dia-sim-dia-não, com a virada de mês - e ano, eu sinceramente não sei como vai ficar o calendário, mas eu já tenho nove ideias e seis postagens prontas, ou seja, vai chover texto por aqui. Se você é mais moderno e prefere deixar tudo no computador a Loma tem um blog planner digital com tudo o que você imaginar e mais um pouco, com tudo pronto e editável, é só baixar e começar a usar. Falando assim porque eu já usei, mas não me adaptei, mas você pode tentar. Prefiro o papel pendurado na parede, rs.

Enfim, essa foi a mágica do mês passado e eu nunca estive tão empolgada com um blog - 2010, é você?

01 janeiro 2015

Aperte enter para (re)começar


Eu nem ia fazer uma retrospectiva de 2014, mas cá estou, depois de tantos textos e vídeos que vi por aí, resolvi fazer um balanço do meu ano também. Como eu já disse nesse texto, 2014 foi um ano de começos. Não vou negar, eu tinha uma listinha para 2014 e só não fiz três coisas da lista, veja só, TRÊS! Participar do desafio fotográfico 365 dias, gastar menos (lê-se: exercitar a pão-durice) e dormir mais cedo. E quando eu paro para olhar, aconteceu tanta coisa esse ano.

Amizades que eu achei que durariam para sempre desapareceram. Eu tive vida social. Descobri que Uberlândia é menor do que parece. Descobri que a Mulan existiu de verdade (ou quase). Vi um gato meu envelhecer pela primeira vez sem ser roubado ou morto. Li 33 livros. Participei de um workshop e descobri que amo fotografia mais do que parece. Cortei o cabelo muitas vezes. Pintei o cabelo muitas vezes. De roxo, depois azul, depois roxo de novo. E verde sem querer. Ganhei um sorteio pela primeira vez na minha vida, e foram dois livros maravilhosos e tristes. Fui assistir A Culpa é das Estrelas 21:30 de uma quarta-feira e quase não cheguei em casa. Descobri que prefiro vitamina de abacate, mas a de banana continua sendo ótima. Cozinhei por livre e espontânea vontade. Li em inglês pela primeira vez. Troquei a armação do óculos para uma que da para ver. Passei meu aniversário de 20 anos trabalhando, comendo pizza e assistindo Percy Jackson. Assumi os cachos. Tirei férias pela primeira vez, apesar de ter ficado em casa. Postei frequentemente no blog durante um mês inteiro. Chorei ouvindo um discurso da J.K. Rowling. Tirei várias fotos do pôr-do-sol. Dei uma chance para as saias. Cortei franjinha e não gostei porque ficou rala, depois repiquei com gilette porque aqui o nível é hard. Mas ganhei pontas duplas. Completei dois anos com o mesmo tênis. Tirei muitas selfies (do meu gato). Fiquei menos cega. Parei de me importar - mais do que já não me importava - com a opinião dos outros. Descobri que velhinhos podem ser legais, tipo aquele que elogiou discretamente meu cabelo. Segui as flores e me conectei (mais) com a natureza. Consegui me livrar da estante monstro e descobri que não tenho lugar para os meus livros. Gravei vídeos para o YouTube, mais de um! Fiquei gripada mais de uma vez. Descobri que tenho sinusite. Ri muito. Chorei muito também. Como qualquer ano, houveram alguns corações partidos. Consegui um autógrafo da autora mais fofa desse brasilzão. Conheci pessoas incríveis que talvez eu nunca mais vá ver (mas adicionei no Facebook, só pra garantir). Reencontrei pessoas. Escrevi, MUITO. Emprestei um livro em janeiro, mas ele não voltou até hoje. Foi assim que quase perdi Pollyanna. Arrumei um coturno pra chamar de meu. Descobri o que eu quero fazer da vida. Comecei o ano fazendo gordice e não parei mais. Tentei participar de um monte de projetos fotográficos, mas só um deu certo (aguarde). Resolvi fazer do Instagram um álbum de memórias e se reclamar vai ter dois. Todas as viradas de noite valeram a pena. Eu fiz uma varinha e li três mangás.

Assim como não fiz nenhuma promessa para 2014, não vou fazer para 2015. A única coisa que quero para esse ano que começa, é viver intensamente porque "às vezes, quando a gente resolve fazer as coisas ao invés de só querer fazê-las, a gente de fato faz tudo o que quer.", e é isso que eu quero - e vou fazer em 2015. 

In daylights - in sunsets
In midnights - in cups of coffee
In inches - in miles
In laughter - in strife
In - five hundred twenty-five thousand

Six hundred minutes
How do you measure
A year in the life?
How about love?